Minas registra três mortes de pacientes com suspeita de dengue em 14 dias

15-01-2019

O Estado registrou mais de 1,5 mil casos prováveis de dengue – que engloba as confirmações e suspeitas da doença – em 2019

Os cuidados devem ser redobrados no início deste ano no combate ao mosquito Aedes aegypti. Em apenas 14 dias, Minas Gerais registrou mais de 1,5 mil casos prováveis de dengue – que engloba as confirmações e suspeitas da doença – além de três mortes suspeitas. A preocupação é com a alta incidência do inseto em algumas cidades mineiras. Nas últimas quatro semanas, cinco municípios apresentaram índices preocupantes em relação a proliferação do mosquito.

Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES/MG) mostram que os moradores devem ter mais atenção para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Foram contabilizados 1.571 casos prováveis de dengue. O número já é 76,69% de todo o registro computado em janeiro de 2018, quando a pasta contabilizou 2.041.

Em pouco tempo, mortes suspeitas já estão sendo registradas. De acordo com o boletim epidemiológico, três óbitos estão sendo investigados. Em 2018, oito pessoas morreram em decorrência da dengue. Eles eram moradores de Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Contagem, Ituiutaba, Lagoa da Prata, Moema e Uberaba. Outros 16 casos seguem sendo investigados.

O risco de proliferação em algumas cidades do interior de Minas Gerais preocupa. Nas últimas quatro semanas, levantamento da SES aponta que cinco cidades estão com alta incidência do Aedes aegypti. Entre elas, Arcos, na Região Centro-Oeste. Desde 31 de dezembro, está sendo feita a aplicação de Ultra Baixo Volume (UBV) na cidade.

Um acordo foi firmado entre a SES e o Município para o atendimento mais rápido a pessoas com sintomas da doença. Segundo a SES, nos fins de semana, “o Samu seria acionado diretamente, quando se tratar de pacientes graves, para que os mesmos possam se estabilizados e, assim, evitar óbitos”.

Alguns cuidados podem ser tomados pela população para evitar a proliferação do Aedes aegypti. Entre elas está o cuidado com as calhas, evitando o acúmulo de folhas e sujeiras, pratinhos de plantas devem ser eliminados, cuidados devem ser tomados com bebedouros de animais, que devem ser limpos diariamente. É recomendável limpar piscinas, fontes de água, bandejas de geladeira e ar condicionado.

Chikungunya e zika

Em relação à febre chikungunya, Minas Gerais registrou, neste ano, 17 casos prováveis da doença, sendo uma gestante entre os casos suspeitos.  Em 2018, foram 11.765 notificações e uma morte confirmada. Outras duas ainda estão sendo investigadas.. No caso da zika, foram registrados seis casos prováveis da doença em 2019.

 

Fonte> Site Jornal Estado de Minas


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